No direito contratual, as cláusulas gerais da boa-fé objetiva e da função social do contrato e os diversos instrumentos de proteção do equilíbrio entre os contratantes revelam-se expressões da busca por um direito civil mais justo e solidário. Trata-se de um profundo repensar do direito brasileiro acerca dos contratos civis, iniciado principalmente com o início das atividades do Superior Tribunal de Justiça – Corte que, como se sabe, vem desempenhando notável papel renovador em matéria de direito civil, em especial de direito obrigacional. As mudanças acabaram criando um ambiente de debates que justificou reanimar a discussão em torno do velho problema da causa contratual. O momento também se revela auspicioso para a reedição do presente artigo, acrescido de mudanças e atualizações, na convicção de que o tema continua necessário ao projeto de releitura do direito civil pelo prisma solidarista constitucional e permanece mal compreendido em seu alcance e em suas potencialidades.

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