Era intuito meu, desde algum tempo, escrever este ensaio de psychologia juridica, que não deixa de ser, de certo modo, uma theoria basilar do Direito. É o de que me desempenho agora, lançando á literatura juridica um subsidio desvalioso, pallido, sem grandes luzes, mas talvez util, mercê dos methodos psychologicos que empreguei e de algumas ideas novas que mui de gosto exparzi. Valham-me ao menos, de antemão, o apoio que tiveram, aqui e ali, de espiritos notaveis em nosso paiz, homens de pôlpa em assumptos juridicos, e a persuasão intima de que as observações existentes quadram bem com as ultimas conquistas de psychologia experimental, que ha alguns annos assás me preoccupa. Não me furtei a experiencias, nem a exames detidos, antes os attentei com prazer, sem desfitar os olhos do conselho de um velho escriptor, padrão de boa e san linguagem: o que não experimentares, não cuides que o sabes bem.

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