1. O problema do Direito é problema de cada homem e apresenta-se diariamente a cada um de nós; talvez, por isso, ao simbolizar os seus termos, podemos, antes mesmo que aos doutos, recorrer aos sábios e antes mesmo que aos estudiosos, aos poetas. Eis porque a mente se dirige naturalmente àquela que é talvez a mais perfeita entre todas as obras de teatro: a Antígona de Sófocles, não por acaso repetidamente lembrada por Hegel na sua Filosofia do Direito. Lembremos a tragédia. Édipo, que se tornou cego por suas próprias mãos, abandona Tebas diante da revelação do trágico fato que o levara, sem saber, a assassinar, na figura do cruel viajante, o pai desconhecido e, depois, a se casar com a própria mãe ao conseguir o reino que lhe foi dado como prêmio por ter salvado a sua cidade, livrando-a da esfinge ao resolver o seu enigma.

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