Em tempos de Lei da Liberdade Econômica e outras manifestações legislativas de drástica (por vezes excessiva) valorização da autonomia privada clássica, este número da ||civilistica.com oferece ao leitor uma série de estudos em matéria de autonomia privada em geral e, particularmente, de autonomia contratual no direito contemporâneo. Abrimos com uma fascinante incursão em uma obra crucial para o pensamento liberal, As Aventuras de Robinson Crusoé, no estudo desenvolvido pela Profa. Maria Celina Bodin de Moraes. O artigo de Adalberto Pasqualotto indaga acerca do atual valor e desvalor da livre-iniciativa, ao passo que as tendências ao individualismo e ao solidarismo nos contratos civis e mercantis são analisadas por Gilberto Fachetti Silvestre. As vicissitudes da relação contratual são apreciadas por Raphael Marcelino de Almeida Nunes, que trata do inadimplemento eficiente, por Francisco de Guimaraens e João Maurício de Abreu, que abordam a cláusula “rebus sic stantibus”, e, ainda, por Anissara Toscan, que comenta a chamada tutela pelo equivalente. A autonomia em matéria existencial também é objeto de instigantes estudos. Luciana Dadalto e José Luiz de Moura Faleiros Júnior tratam do testamento vital eletrônico, Fabíola Lobo pondera sobre as recentes transformações do direito de família e Ana Paula Barbosa-Fohrmann e Luana Araújo ponderam sobre os limites da autonomia de pessoas com deficiência. No campo da responsabilidade civil, contamos ainda com os estudos de Alexandre Pereira Bonna e de Pastora do Socorro Leal sobre o dano moral, bem como com uma profunda análise da responsabilidade civil à luz da teoria rawlsiana, desenvolvida, em língua inglesa, por Leandro Martins Zanitelli. Encerrando as contribuições doutrinárias do ano, contamos, ainda, com um interessante artigo de Mauricio Boretto sobre a empresa familiar no direito argentino, em língua espanhola. Desejamos a todos uma ótima leitura e boas festas!

In times of the Brazilian Economic Freedom Act and other legislative manifestations of drastic (sometimes excessive) appreciation of classical private autonomy, this issue of ||civilistica.com offers the reader several studies on private autonomy in general and, particularly, of contractual autonomy in contemporary law. We open with a fascinating foray into a fundamental work for liberal thought, The Adventures of Robinson Crusoe, through a study developed by Prof. Maria Celina Bodin of Moraes. Adalberto Pasqualotto’s article asks about the current value and devaluation of free enterprise, while the tendencies toward individualism and solidarity in civil and mercantile contracts are analyzed by Gilberto Fachetti Silvestre. The vicissitudes of the contractual relationships are investigated by Raphael Marcelino de Almeida Nunes, who talks about the efficient breach of contracts, by Francisco de Guimaraens and João Maurício de Abreu, who address the “rebus sic stantibus” clause, and also by Anissara Toscan, who comments the so-called restitution of the monetary equivalent. Autonomy in existential matters is also the subject of exciting studies. Luciana Dadalto and José Luiz de Moura Faleiros Júnior analyze the electronic living will, Fabíola Lobo ponders about the recent transformations of family law and Ana Paula Barbosa-Fohrmann and Luana Araújo investigate the limits of the autonomy of people with disabilities. In the field of civil liability, we also have the studies of Alexandre Pereira Bonna and Pastora do Socorro Leal on moral damages, as well as a deep analysis of civil liability in the light of Rawlsian theory, developed, in English, by Leandro Martins Zanitelli. Concluding the doctrinal contributions of the year, we also have an interesting article by Mauricio Boretto about the family enterprise in Argentine law, written in Spanish. We wish you all a great read and happy holidays!

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