A estrutura da rede favorece a lembrança, tornando o esquecimento não a regra como outrora, mas a exceção, o que nos leva a perceber como a Internet reinventou a forma como lidamos com nossas memórias e informações pessoais. Diante disso, verifica-se que ocorreu um aumento exponencial na quantidade de demandas nos tribunais em que se pleiteia a desindexação de resultados em mecanismos de busca, para dificultar o acesso a determinadas informações, ou a própria retirada de conteúdos de locais específicos na rede. Para fundamentar uma eventual aplicação do direito ao esquecimento, é necessário avaliar cada situação em concreto e aplicar critérios objetivos, de forma a se evitar que as liberdades fundamentais, como as liberdades de expressão, pensamento e imprensa, restem indevidamente restringidas. Direito ao esquecimento é uma forma de expressão da tutela da privacidade, não servindo, portanto, para viabilizar a censura privada de informações na rede ou a edição e alteração de dados relevantes para a coletividade. Superados longos períodos de regimes autoritários, vive-se no continente um momento propenso ao lembrar e não ao esquecer.

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