Se pudéssemos resumir o arcabouço de conceitos e desdobramentos doutrinários que a identidade possui em apenas uma palavra, esta seria pertencer. Assinalando que, dentre as várias conotações do conceito de identidade, aquela referente à nacionalidade representa a coesão que se sobrepõe ao agregado de indivíduos do Estado. A identidade que conhecemos foi conduzida a uma compreensão humana, pois seu surgimento se deu através de uma ficção, e não de uma experiência humana propriamente dita. Essas ideias, como refere Bauman, é fruto da crise do pertencimento e do esforço que se desencadeou para a recriação da realidade à semelhança da ideia. Esse esforço foi erguido pelo nascente Estado moderno na condição de dever obrigatório para todas às pessoas que se encontravam sob a égide de sua soberania territorial. O “pertencer-por-nascimento” de Bauman é a consequência lógica de pertencer a uma nação cuja convenção foi intensamente construída pela humanidade.

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