Uma resenha a respeito da nova obra de um antigo professor é uma espécie de reencontro, sobretudo quando os últimos contatos diários, ainda sob a orientação no mestrado, são de mais de quinze anos atrás. Normalmente, um reencontro entre pessoas que se conhecem há muito tempo começa com o exame da aparência, o que mudou e o que era essencial e permanece lá. E, com relação à nova obra de Luis Fernando Barzotto, “Teoria do Direito”, pode-se afirmar que nada mudou no que tange aos contatos iniciais, quando ainda nos primeiros anos de sua carreira como professor. Nada mudou no essencial. No entanto, novos temas surgiram, algumas ideias se aperfeiçoaram, novos autores ingressaram no seu espectro de atenção. No centro, sente-se que a preocupação que o animava como professor e pesquisador lá atrás, e que transmitia aos alunos, permanece a mesma: a desilusão com relação a respostas fáceis no Direito, com as magias que prometem soluções imediatas, o desencanto com o tal discurso dos princípios.

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